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em 17 Jun
  • Categoria: Aprendendo Sobre Café

Entre tantos termos do mundo do café, com certeza você já deve ter ouvido falar de blend. Mas o que é um blend de café? Podemos dizer que é a arte de misturar grãos de café com diferentes características, seja tradicional, superior ou gourmet, para obter sabores e aromas diferenciados. 


A palavra blend vem do inglês e significa “mistura”. Tem uma conotação mais suave do que mix, indicando que se respeita as características de cada ingrediente da mistura, criando um sabor mais complexo. 


Durante a criação de um blend não são necessariamente usadas partes iguais de todos os cafés presentes. Também não há limite para a variedade: podem ser apenas duas ou dezenas de tipos diferentes. Também é possível fazer blends para diferentes métodos de extração como prensa francesa (french press), para máquinas de espresso, para filtros e para máquinas de cápsulas.


A Essenza, por exemplo, conta com a linha Sensações sendo um deles um café blend. Ele é um café em grãos 100% Arábica, com 82,5 pontos na SCA (Specialty Coffee Association), portanto é considerado um café especial já que supera a escala os 80 pontos na escala de pontuação da metodologia (que vai até 100) da SCA.


O Café Blend Sensações Essenza é preparado na secagem Cereja Natural - secado com todo a sua estrutura de fruta cereja -, mantendo assim, a alta doçura e complexidade do grão. Sua origem é do Norte Pioneiro do Paraná e apresenta notas de caramelo, chocolate, avelã, amêndoas, castanhas e doce de leite.


Outro blend da Essenza é o café Essenza Edição Prata, que também é 100% Arábica. Sua pontuação é de 81,5 pontos na escala SCAA, o que o coloca na categoria de cafés especiais. A torra é média clara para manter o equilíbrio entre o perfil de açúcar e acidez. Tem origem nas regiões produtoras do Norte Pioneiro do Paraná e da Alta Mogiana em São Paulo. Tem aroma amanteigado, acidez adocicada e alto equilíbrio.

Os tipos de blends de café


Num blend de café, pode-se misturar variedades de café arábica -  Bourbon Amarelo, Mundo Novo, Acaiá, Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo, Icatu, Obatã e Apoatã - ou mesmo juntar café arábica com robusta, que é um dos blends bastante conhecidos. Essa mistura é realizada porque o grão arábica confere delicadeza ao café; já o grão robusta, por sua vez, agrega corpo à bebida, motivo pelo qual esses grãos se complementam tão bem. Um exemplo é o Italian Blend, compostos de pelo menos 15% de robusta.


A mistura pode ser feita antes da torra para dar um resultado mais uniforme e mesma coloração, além de uma combinação mais complexa de sabores. Já a junção após a torra produz uma mistura de grãos de cores diferentes pode ser é a melhor forma de potencializar os sabores individuais de cada grão.


A adição de outros elementos, como nozes, amêndoas, castanhas, cacau ou baunilha, não é considerada de fato blending, embora, algumas vezes, alguns cafés saborizados dessa forma sejam comercializados como blends.


E vale lembrar que um blend não é melhor nem pior que um café de origem única, ou single origin. São apenas formas diferentes de beneficiar o café e a valorização do sabor depende do gosto de quem irá apreciar a bebida. Isso, claro, quando falamos de cafés de qualidade. O blend realizado nos cafés commodities ou nos cafés tradicionais de supermercado seguem outra lógica e outros objetivos, já que não atendem os requisitos de maior qualidade de grãos e torra.


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